Marcelo Brazil

Fotofilmes

É com grande satisfação que anunciamos o lançamento dos dois fotofilmes feitos a partir de fotografias de Lenio Braga. “Mundo seco” fala sobre a história do Mangue Seco narrada por uma curiosa personagem e “A leve dinâmica do tempo” mostra um dia na vida do artista Carybé.

Este trabalho foi realizado através de um projeto de extensão da Universidade Federal de Sergipe, coordenado pelo Prof. Marcelo Brazil e com a participação dos discentes Anaísa Lima e Victor Silveira.

Mundo seco

A leve dinâmica do tempo

 

Divirtam-se!!

Exposição virtual “A arte de Lenio Braga”

Seja bem vindo à Exposição Virtual A Arte de Lenio Braga!

Essa iniciativa busca mostrar a quase totalidade das obras que estiveram expostas na mostra presencial realizada em 2018 (Salvador-BA) e que seriam exibidas em julho de 2020 no saguão da Biblioteca Central da Universidade Federal de Sergipe, Galeria de Arte Jordão de Oliveira. Por conta do distanciamento social, necessário nesse momento, essa foi a opção viável para não cancelar a mostra e proporcionar uma opção de entretenimento e conhecimento para a comunidade.

Lenio Braga foi um artista paranaense que viveu sua fase mais produtiva na cidade de Salvador, em meio à efervescência cultural das décadas de 1950 e 1960. Envolvido com os principais nomes da cultura da época, o artista deixou um legado de importantes obras espalhadas pela Bahia, incluindo os painéis das rodoviárias de Feira de Santana, Jequié e Itabuna.
Apesar disso, nos parece que a figura de Lenio foi sendo esquecida aos poucos, ao mesmo tempo em que suas obras também foram sofrendo o desgaste dos anos e começaram a apresentar os efeitos dos mais de 50 anos de idade.

A intenção é, portanto, rememorar esse artista e também apresentá-lo a um
público mais jovem. Mais do que uma exposição de caráter histórico, alguns
desenhos de Lenio estão aqui apresentados de forma restaurada e ampliada para que sua arte possa ser observada por um olhar mais contemporâneo.
Nessa mostra é possível perceber a evolução do traço de Lenio, partindo de seus desenhos com forte influência da primeira geração de artistas modernos baianos com a qual conviveu e indo em direção ao realismo mágico das obras do final de sua vida.

Esse é o nosso convite para que desfrute dessa mostra “rememorativa”!

Aproveite para conhecer outras obras de Lenio e um pouco mais de sua história navegando pelas diversas páginas do site.

No dia 31 de julho de 2020, 16h, ocorreu uma entrevista ao vivo com os curadores da mostra. Foi muito gratificante conversar sobre a montagem e a pesquisa realizada.

Também é possível entrar em contato com os curadores e a equipe responsável pelo site através do email [email protected]

Os curadores
Marcelo Brazil e Walter Mariano

 

Agradecimentos

Claudia Brazil, Frieda Gutmann (in memorian) e Celeste Campos pela permissão do uso das imagens das obras.

Olívia Camboim pelo apoio e incentivo para a realização do evento.

Kike Garcia pelo apoio técnico e financeiro para a manutenção do site.

Universidade Federal de Sergipe pelo acolhimento da pesquisa A cultura popular na obra de Lenio Braga e da ação de extensão Exposição Virtual “A Arte de Lenio Braga”.

 

Ficha Técnica

Curadoria, concepção e montagem no site
Marcelo Brazil e Walter Mariano


Pesquisa
Marcelo Brazil

Design e Comunicação Visual
Walter Mariano


Vídeo de aberturas
Maria Flor Brazil e Cláudio Tammela

Desenhos

Esses desenhos foram realizados em papel, na sua maioria com a técnica bico de pena. No trabalho de tratamento das imagens, o designer Walter Mariano optou por excluir as assinaturas pois elas poderiam interferir, de certa forma, na apreciação da riqueza de detalhes do traço de Lenio.

Os primeiros são datados de 1969 e foram criados nas cidades de Salvador e Rio de Janeiro.

Os três de 1965 foram criados através da técnica de gravura em metal.

No final, um retrato da atriz Jurema Penna realizado em 1962 com caneta hidrográfica.

As legendas abaixo de cada desenho apresentam algumas informações individuais.

Existem duas formas de navegar pelas imagens. A primeira é de forma individual: clique sobre cada imagem abaixo e é possível ampliar (CTRL+) e reduzir (Ctrl-) para uma melhor visualização. Volte a página para retornar ao menu.

A segunda é através da galeria que está no final da página, onde é possível rolar as imagens com as setas, para frente e para trás. Utilize a tecla Esc para retornar ao menu.

Bico de pena – Salvador – BA – 1969
Bico de pena – Salvador – BA – 1969
Bico de pena – Salvador – BA – 1969
Bico de pena – Salvador – BA – 1969
Bico de pena – Salvador – BA – 1969
Bico de pena – Salvador – BA – 1969
Bico de pena e caneta hidrográfica – Rio de Janeiro – RJ – 1969
Caneta esferográfica – Rio de Janeiro – RJ – 1969
Bico de pena – Salvador – BA – 1969
Bico de pena – Salvador – BA – 1969
Gravura em metal – Salvador – BA – 1965
Gravura em metal – Salvador – BA – 1965
Gravura em metal – Salvador – BA – 1965
Retrato Jurema Penna – 1962 – Caneta hidrográfica




Ilustrações de livros

Essas ilustrações foram descobertas por Marcelo Brazil durante as pesquisas realizadas na cidade de Salvador, entre os anos de 2013 e 2018. Estão em dois livros: “Bahia de todos os santos e de todos os demônios” de Gimenez Caballero – 1958 e “Onde os espíritos baixam” de Pe. Edvino Augusto Friderichs – 1965 (duas últimas imagens).

Nas ilustrações do livro de Caballero aparecem imagens do Pelourinho, da cidade baixa de Salvador e de alguma figuras características do universo baiano. Nessas imagens ainda se nota a primeira assinatura de Lenio, onde consta apenas seu primeiro nome.

As imagens do livro de Friderichs retratam dois Eguns. Nesse mesmo livro constam diversas imagens de Carybé, amigo próximo de Lenio nos anos 1960.

Existem duas formas de navegar pelas imagens. A primeira é de forma individual: clique sobre cada imagem abaixo e é possível ampliar (CTRL+) e reduzir (Ctrl-) para uma melhor visualização. Volte a página para retornar ao menu.

A segunda é através da galeria que está no final da página, onde é possível rolar as imagens com as setas, para frente e para trás. Utilize a tecla Esc para retornar ao menu.

 

 

Pinturas

Essas foram as pinturas de Lenio que estiveram na mostra presencial realizada na cidade de Salvador – BA em 2018. Apesar de já existirem essas imagens no site (na seção Quadros), aqui elas aparecem com maiores informações.

Existem duas formas de navegar pelas imagens. A primeira é de forma individual: clique sobre cada imagem abaixo e é possível ampliar (CTRL+) e reduzir (Ctrl-) para uma melhor visualização. Volte a página para retornar ao menu.

A segunda é através da galeria que está no final da página, onde é possível rolar as imagens com as setas, para frente e para trás. Utilize a tecla Esc para retornar ao menu.

Faça um passeio virtual pelas pinturas da exposição:

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Lenio conheceu Frieda Gutmann ainda criança por sua amizade com o pai dela, que tinha uma oficina próximo ao atelier do artista. Existem muitas fotografias de Frieda criança e jovem feitas por Lenio e essa pintura de 1961 a retrata no início da adolescência.

Retrato de Frieda Gutmann – óleo sobre madeira – 75 X 62 cm – 1961
Pássaro vermelho – óleo sobre madeira – 55 X 35 cm – s/d
A Dama das Rosas – óleo sobre tela – 100 X 80cm – 1972
Sem título – óleo sobre madeira – 93 X 63 cm – 1972

O quadro abaixo faz parte da última série de pinturas realizada por Lenio, intitulada Cântico dos cânticos.

Cânticos dos cânticos – óleo sobre madeira – 93 X 67 cm – 1972

O quadro A Curra de 1967 (abaixo) esteve exposto na IX Bienal de Arte de São Paulo (1967), na 3ª Bienal da Bahia (2014) e na mostra A Arte de Lenio Braga (2018). É uma obra bastante representativa do que o pesquisador Dilson Midlej tratou como apropriação em sua tese de doutorado. Nesse caso, Lenio se apropriou da imagem de uma obra de Rubens, O rapto das filhas de Leucipo, para fazer uma crítica à ditadura militar da época.

A curra – Óleo sobre madeira – 1,50 X 1,50 m – 1967


 

Curiosidades

Essa criança que aparece nas fotos da exposição ocorrida em Salvador (2018) é a neta mais nova de Lenio Braga, Clara, filha do pesquisador Marcelo Brazil e da professora Olívia Camboim. Na época, tinha apenas sete meses.

 

Nas fotos abaixo, alguns registros da abertura on-line da exposição virtual (14/07/2020) que contou com a presença de quatro filhos de Lenio, quatro netas, sua irmã Adelaide, o curador Walter Mariano, a pesquisadora Camila Oliveira, entre outras pessoas amigas. Nas imagens, Clara interagindo com os convidados e sua mãe, a professora Olívia Camboim.

 

Lenio já havia realizado alguns esboços para o quadro “A curra” antes de se decidir pelos soldados e o tanque de guerra, clara referência ao período da ditadura ocorrido no Brasil. Apesar de algumas histórias familiares afirmarem que esse quadro foi retirado da IX Bienal de São Paulo – 1967 por problemas com a censura, não existe qualquer registro desse fato nos noticiários da época.

Nas imagens abaixo estão os esboços de Lenio (1959 e 1965) e algumas imagens das exposições anteriores. A foto da Bienal de 1967 é do próprio artista.

Esboço – 1959
Esboço – 1965
IX Bienal de São Paulo – 1967
III Bienal da Bahia – 2014
A Arte de Lenio Braga – Galeria Cañizares – 2018

Na exposição de 2018, o desenho da atriz Jurema Penna foi exposto ao lado da foto que, certamente, serviu de modelo para o artista.

 

Não deixem de visitar outras páginas interessantes do nosso site:

Biografia de Lenio Braga 

Painéis

Esculturas e outros

Reportagens sobre o artista

 

 

Exposição: “A arte de Lenio Braga”

Foi realizada, entre os dias 24/09 e 9/10/2018, a exposição “A arte de Lenio Braga”, uma retrospectiva de sua obra e, especialmente, de sua passagem pela Bahia. Aconteceu na Galeria Cañizares da Escola de Belas Artes da UFBA, Salvador e, na sua abertura, contou com ótima presença de público.

No vídeo abaixo está um pequeno passeio pela galeria!

Segue também a reportagem feita pela TV UFBA mostrando entrevistas com os curadores Marcelo Brazil e Walter Mariano:

No dia 04/10/2018 foi realizado um encontro com os curadores da mostra que contou com a presença de vários artistas e pesquisadores baianos como Juarez Paraíso, Lia Robatto, Dilson Midlej, Murilo Ribeiro, entre outros.

 

 

 

CITAÇÕES

Lenio foi um artista bastante atuante no movimento que se costuma chamar de Vanguarda Baiana. Por conta disso, é possível encontrar várias citações sobre sua obra e até fatos curiosos da sua vida em diversos livros, revistas, artigos e trabalhos acadêmicos.

– Um achado recente foi esse artigo de uma revista italiana de arquitetura de janeiro de 2016. A revista se chama Ananke e o artigo é sobre o trabalho do arquiteto Katsuki na Capela do Menino Jesus em Itapetinga-BA (Edição 77, p. 95-99). Clique aqui para acessar.

 

ANANKE-77-ANTEPRIMA-PER-SITO p14

 

– Na revista online Tempo e Argumento foi encontrado o artigo de autoria de Maria Antonieta Antonacci intitulado “ÁFRICA/BRASIL: corpos, tempos e histórias silenciadas” (Florianópolis, v. 1, n. 1, p. 46 – 67, jan./jun. 2009) onde o painel da rodoviária de Feira de Santana é citado. Clique aqui para acessar.

 

– O nome de Lenio Braga também aparece em uma citação de um livro de Mestre Didi de 1988 que está na dissertação de Thiago dos Santos Molina intitulada “Relevância da dimensão cultural na escolarização de crianças negras”. A citação é seguinte:

Continuando e aumentando a tradição de Aninha, Mãe Senhora soube receber e reunir no Opô Afonjá personalidades eminentes da vida intelectual brasileira, sobretudo a baiana, ligando o terreiro aos cientistas, escritores e artistas, e colocando-os em contato com a cultura popular viva e sempre crescente em nossa casa de orixá. Entre as pessoas que tem postos na hierarquia do terreiro encontram-se nomes como o de Jorge Amado, Pierre Verger, Carybé, Vasconceslos Maia, Antônio de Olinto, Moysés Alves, Vivaldo e Sinval Costa Lima, Zora Seljan, Zélia Amado, Lênio Braga, Rubem Valentim. [outro parágrafo] Teve Mãe Senhora sua mão na cabeça do poeta Vinícius de Moraes, do etnógrafo Édison Carneiro, do compositor Dorival Caymmi, do cantor João Gilberto, dos escultores Mário Cravo e Mirabeau Sampaio, do escritor James Amado, do pintor Jenner Augusto, da atriz Beatriz Costa, dos ensaístas Clarival Prado Valadares e Waldeloir Rêgo, dos professores Rui Antunes, Paulo e Dóris Loureiro, Milton Santos, Ramiro Porto Alegra, Heron de Alencar do Dr. Eugênio Antunes, do editor Diaulas Riedel, das senhoras Olga Bianchi, Suzanaa Rodrigues e Laís Antunes, do professor da Sorbonne Roger Bastide, de Jean-Paul Sartre e de Simone de Beauvoir, da antropóloga Juana Elbein, para citar só aqueles que a memória me lembra. […] Tendo Sartre declarado, depois, ter poucas vezes encontrado pessoa de tão grande sabedoria de vida” (SANTOS, D., 1988, p. 27-28).

 Ela está na página 81 da dissertação citada e pode ser acessada aqui.

 

– O entrevistado dessa reportagem do Jornal A Tarde (10 nov 2009) sobre design, Renato da Silveira, afirma que o trabalho de Lenio é uma referência para a produção de cartazes:

Entrevistador: Em alguns cartazes, mais que informação que chega ao público via imagem, há uma criação artística que também informa. Qual o marco dessa abertura no cartaz baiano?

Renato: Veio principalmente com o trabalho de Lenio Braga e de Jacques Kalbourian no final dos anos 60 e começo dos 70. Até então, o cartaz aparecia nos bondes, como se vê nas fotografias de Verger, e era comercial, com vinhetas inexpressivas. Lenio, ilustrador, e Jacques, fotógrafo, inauguraram aqui o cartaz moderno. As peças em sua maioria eram justamente para divulgar expressões artísticas, como teatro e festivais.

cartazes e musica

 

– O trabalho de ilustração de Lenio Braga para o livro de Mestre Didi, Por que Oxalá usa ekodidé (1966),  é citado na dissertação de mestrado de Nadir Nóbrega de Oliveira (UFBA, 2006). A cópia completa do livro está no anexo III do trabalho, começando na página 167, e pode ser acessada aqui.

 

– Muito interessante o artigo de Dilson Rodrigues Midlej intitulado Ressignificações do classicismo em três artistas baianos (ANPAP, 2016) que trata da apropriação de imagens de autores históricos para a criação de novas obras. Vale a pena a leitura, acesse aqui.

Segue o resumos do artigo:

O artigo enfoca algumas problemáticas da apropriação de imagens da história da arte, entende esse fenômeno como um procedimento teórico-operacional e componente estruturante da cultura visual e da história das imagens, por meio de conhecimentos germinados por Aby Warburg, Georges Didi-Huberman e Hubert Damisch. Aponta a proximidade semântica entre “apropriação” e “ressignificação”, comenta as apropriações de temas clássicos em pintura e gravura na década de 1960 pelos expoentes da segunda geração modernista na Bahia, Lenio Braga e Hansen Bahia, e do pintor baiano Anderson Santos, em 2001. Compara as obras de influência clássica dos três artistas, considerando suas intencionalidades, relações entre as imagens-fontes e as produções recentes do final dos anos 1960, no caso dos dois primeiros, e em 2001, no caso de Anderson Santos.

 

– Olímpio Pinheiro Santana faz uma detalhada análise do quadro A Curra de Lenio no seu artigo intitulado O Barroco e o Moderno: a materialização do conhecimento das artes visuais (Art Sensorium, 2016). Vale a leitura. Acesse clicando aqui.

Resumo:

Este artigo investiga a importância do domínio técnico e teórico das artes visuais, com ênfase na pintura, a partir da observação do legado dos grandes mestres. O trabalho propõe aperfeiçoar a experiência estética na modernidade através da leitura de obras de arte, começando pela detalhada análise de uma tela do pintor barroco francês Simon Vouet. Em sequência há uma análise comparativa e crítica deste pintor e Rubens. Do artista plástico brasileiro Lênio Braga analisamos uma escultura e uma releitura de Rubens. Destacamos a importância de Goya e Rembrandt para a arte moderna e a influência deste pintor holandês e do cinema de Eisenstein no trabalho de Francis Bacon. Em sua diversidade, as imagens selecionadas expressam contextos em que há luta, opressão, beleza, espiritualidade e, nessa medida, instigam-nos uma reflexão crítica cujas referências fundamentais são a própria arte como forma de conhecimento e a ética.

 

– No artigo Arquitetura brutalista na Bahia: levantamento e análise crítica (Nivaldo Vieira de Andrade Junior e outros, 2013) são mencionados os trabalhos artísticos que Lenio realizou em diversas rodoviárias do estado. Acesse aqui.

Trecho do resumo:

A arquitetura brutalista produzida na Bahia nas décadas de 1960 e 1970 se caracteriza pela adoção, na maior parte das obras, de estruturas em concreto, expressivas do ponto de vista formal e complementadas por calhas, gárgulas e outros elementos salientes no mesmo material. Entretanto, os fechamentos ocorrem, em muitos casos, com tijolos deixados sem reboco ou pintura, e em alguns projetos como o do Centro de Educação Tecnológica da Bahia, em Simões Filho, de autoria de Pasqualino Magnavita e construído em 1978, são adotadas abóbadas catalãs, com os tijolos deixados aparentes. É notável ainda a presença de painéis, murais e outras obras de arte integrada assinadas pelos mais importantes artistas plásticos baianos, como Carybé, Mário Cravo Junior, Jenner Augusto, Carlos Bastos e Juarez Paraíso, ou mesmo forasteiros, como o paranaense Lênio Braga.

 

– No Anuario da Escola de Arte e Superior de Deseño Antonio Faílde, 2010, aparece a seguinte citação (p. 23):

Artista plástico, fotografo e designer, o paranaense Lênio Braga viveu na Bahia ente os anos de 1952 e 1968. Apaixonado por nossa cultura pesquisou e realizou aqui diversos trabalhos de vulto, como uma capela de pedra esculpida na cidade de Itapetinga, um grande mural para a entrada de um edifício residencial no Corredor da Vitória, em Salvador, quadros e painéis em azulejo queimado para as estações rodoviárias das cidades de Jequié, Itabuna e Feira de Santana encomendados pelo então governador Lomanto Júnior. Criativo e refinado em seus projetos gráfico, Lênio criou uma infinidade de cartazes que se destacam pelo uso habilidoso das técnicas de litografia e de gravura em metal.

O trecho faz parte do artigo intitulado Design na “Terra da Felicidade” de autoria de Marcus Vinícius de Souza Santos. Conheça o material completo clicando aqui.

 

– Na revista eletrônica Légua & Meia da Universidade Estadual de Feira de Santana (v.1, n.1, 2002) encontramos esse artigo do Prof. Rubens Alves Pereira que faz uma análise minuciosa do painel da rodoviária da cidade. Vale a pena dar uma lida clicando aqui. Segue o resumo do artigo:

Em 10 de janeiro de 1977, por um decreto municipal, foi extinta a Feira-Livre que se estendia pela principal avenida, a Getúlio Vargas, e ruas e praças do centro de Feira de Santana, cidade que traz no nome e na própria origem a marca desse tradicional comércio de rua. Quando extinta, já se caracterizava como uma das maiores feiras livres do interior do Nordeste, atraindo milhares de pessoas da zona rural e das mais diversas cidades da região, com seus comerciantes, lavradores, vaqueiros, cordelistas, cantadores, biscateiros, donas-de-casa e um sem-número de tipos populares que faziam daquela grande feira um evento único não apenas em termos comerciais, como também na articulação de uma dinâmica sociocultural das mais ricas e complexas no universo popular. Lênio Braga, sensível a essa realidade, busca sobretudo no espírito da feira livre a variedade de tipos e textos, de tratos e trocas que irão alimentar os vastos registros culturais e os diversos regimes expressivos e simbólicos do seu mural.

 

– No livro Um Recôncavo de possibilidades organizado por Alene Lins e Marcos Olegário Matos (Editora da UFRB, 2016) encontramos mais um artigo de Dilson Midlej (p. 51-65), este intitulado Tradição e Apropriação de imagem na arte contemporânea. Vale a pena conhecer. Clique aqui para acessar o livro completo.

 

– Nesse link você pode acessar a íntegra da tese de doutorado de Dilson Rodrigues Midlej onde aparecem diversas citações sobre obras de Lenio Braga. O trabalho se intitula “Apropriação de Imagens nas Artes Visuais no Brasil e na Bahia”.